segunda-feira, 16 de abril de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
É oficial
Devo isso a muitas pessoas, em especial aos amigos John e Lourdes Bradfield, que me acolheram de braços abertos em uma fase importantíssima da minha vida e me ensinaram a importância de perseguir meus sonhos.
sábado, 10 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Será que ainda sei voar?
Fiquei sem voar por 47 dias por causa de ambas as aeronaves em manutenção. Quando soube que uma aeronave AB-115 pararia para TBO antes da outra voltar a voar, aceitei que iria ficar um tempo sem voar. Essa abstinência forçada de vôos, levou-me à ir todo fim de semana ao aeroclube. Mesmo que para não voar, mas ficar sempre perto do ambiente da aviação, na busca de saciar o desejo louco de voar.
Meu retorno aos vôos foi no último dia 3. O Aeroboero, com manutenção completa mas ainda não totalmente pintado voltou aos céus. Eu, não tendo certeza se ainda sabia voar, fui para tentar, mais uma vez, melhorar minha performance em emergências simuladas fora do aeródromo e então prosseguir a próxima fase do curso: TGL (ou toques e arremetidas). Após uma breve conversa com o instrutor, avião checado e abastecido, entrei mais uma vez na aeronave argentina. Após a decolagem, rumamos para o setor ECHO da REPLAN, onde foram realizados estóis (com e sem motor), algumas curvas e as panes. Nelas meu julgamento melhorou, e na maioria das vezes, conseguiria chegar no local planejado. Rumando de volta ao aeródromo, fui surpreendido por uma nova manobra: Aproximação 360° na Vertical. Estávamos a 1300ft AGL (Above Ground Level), sobre a pista 16, quando foi declarada uma pane simulada. O objetivo era realizar uma curva, interceptando a perna do vento e prosseguir para o pouso, sempre julgando a altitude e a rampa de descida. Foi meio complicado, e com auxilio consegui chegar corretamente. Acabou o primeiro vôo desse final de semana.
Sim. Neste final de semana haviam dois vôos marcados, coisa que não costumo fazer, mas acabou acontecendo para compensar a falta de vôos do último mês. O outro vôo era para o dia seguinte, às 10 horas da manhã.
No domingo, cheguei no aeroclube e procurei meu instrutor, que logo me avisou, o qual me avisou antes do início do vôo: "Estamos com vento de través, com algumas rajadas. Vamos tentar alguns toques e arremetidas, mas caso a situação esteja muito ruim, vamos abortar para você não ficar gastando hora a toa."
Sabendo da situação, prosseguimos para a pista 34. Alinhado, iniciamos rolagem com correção para o vento, livrando o solo a 70 mph. Primeira tentativa de pouso: o instrutor levou e eu fui acompanhando. Segunda tentativa: Lá fui eu, controlando a aeronave sobre efeito dos ventos. Pedal contrário, asa para o vento. No arredondamento porém, a aeronave flutuou, e precisou de interferência do INVA para não pousar com uma pancada. Na terceira tentativa, fortes ventos de rajada levavam o avião a "bater as asas", tornando difícil a tarefa de manter o eixo. Nesse momento, o instrutor decidiu abortar. No solo, ele me explicou, e eu concordei com ele: por mais que fosse possível voar naqueles ventos, o quanto realmente eu, no meu primeiro vôo de TGL , iria aproveitar? Parece que fica para uma próxima vez, que já tem data marcada, no próximo fim de semana...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Nem sempre o "céu de brigadeiro"
Um belo domingo, céu claro poucas nuvens. Um dia ideal para um vôo tranqüilo e sem maiores dificuldades Enquanto todos os pilotos sonham com o chamado "céu de brigadeiro", não é possível destacar o quão importante é a prática de voar mesmo naqueles dias em que o céu não está tão convidativo. Dentro dos limites de suas regras de vôo, os pilotos ou aspirantes a aeronautas devem ter o conhecimento teórico e pratico para sempre conseguir retornar ao solo em segurança, contornando as variações bruscas e nem sempre previsíveis do ambiente em que se aventuram.
Minhas ultimas experiências não foram nos céus azuis que estava acostumados, mas permitiram que eu aprimorasse minhas habilidades. Em um dia, uma forte neblina que nos deixava próximos aos mínimos operacionais para vôo visual. No outro, um forte vento de través que me jogava para cima das referências nas manobras de coordenação. Vôos não tão prazerosos no sentido de aproveitar a simples alegria de voar, mas que requeriam muito mais atenção quanto a operação da aeronave. Você fica mais cansado, se concentra mais no que está fazendo, deixando de apreciar a paisagem como faz num dia calmo. Mas isso é muito bom: Essas situações te preparam para adversidades onde você, sozinho em uma aeronave, precisa retornar ao solo. Aprende a lidar com fortes ventos que melhoram seus reflexos de controle, baixa visibilidade que requer você mais atento ao trafego ao seu redor.
Milhares de acidentes aeronáuticos são provenientes da falta de habilidade do piloto de lidar com as dificuldades e tomar decisões corretas. Recentemente em uma revista (Aero Magazine) li uma reportagem sobre a necessidade de sempre se praticar técnicas de vôo por instrumentos mesmo em dias com clima bom. Isso pode ser expandido para o vôo visual, com a prática de manobras muitas vezes básicas em condições adversas. Vários acidentes são provenientes de muita confiança, com pilotos experientes que acham que já têm prática suficiente. Utilizando-se de cautela e bom senso, muitas vezes um dia que não parece ideal para voar, pode ser um experiência recompensadora para o piloto e pode no futuro, salvar sua vida.
sábado, 25 de junho de 2011
Mais horas de vôo...

Decidi após quase quatro meses do meu primeiro relato de vôo, voltar a postar neste espaço minhas sensações e impressões do curso de Piloto Privado, que realizo no Aeroboero do Aeroclube de Campinas. Hoje, sete horas depois de meu primeiro vôo, dá para me virar melhor na cabine, apesar de ainda suar bastante para realizar algumas manobras. Nesse meio tempo de mais seis horas realizadas, deu para evoluir bastante e ganhar uma certa experiência.
Na minha oitava hora de vôo, voei pela primeira vez com o Lima, o qual ainda não tinha conhecido. Realizei a checagem do avião e aguardei enquanto o instrutor ajudava o Paulistinha PT-KZA na "partida manual". Fomos para a pista para o que foi minha primeira decolagem "reta", sem os costumeiros S's por aplicação excessiva de pedal . O instrutor só me ajudou ao rodar a aeronave quando tentei tirá-la do solo poucas milhas abaixo da velocidade padrão de 65mph, o que deixou o avião "bobo" na pista. Algo que sempre me incomodava voltou a acontecer: pela grande quantidade tarefas na cabine, acabava por me atrasar em realizar algo. Desta vez foi o cheque após a decolagem, realizado apenas na perna de través. Com a experiência, estou conseguindo me gerenciar melhor no vôo, mas ainda falta!
Fomos em direção a Jaguariúna para realizar as manobras. Começamos pelos S's sobre estrada próximo ao pedágio na estrada Mogi-Campinas, onde me atrapalhei de início, mas houve progressiva melhora. No quesito altitude pelo menos, a variação não foi tão grande e o vento calmo me favoreceu. Algumas curvas para praticar mais, alguns estóis que consegui realizar perfeitamente, além de uma pane simulada, em local perfeito se fosse real, pois estava logo ao lado de um campo aberto sem torres de transmissão elétrica ou outros obstáculos.
Depois fui para uma manobra nova: oito sobre marcos. De princípio me confundi com as referências que o instrutor indicou, mas após encontrar as referências corretas, comecei a manobra com certa dificuldade em manter distância constante. A aeronave entrava na curva em uma boa distância, mas acabava por inclinar demais as asas e "afundar" para dentro da referência. Após algumas voltas e a situação melhorou, mas já era hora de voltar, com pouso por conta novamente do instrutor em mais uma etapa do meu curso de PP.


