segunda-feira, 4 de março de 2013

O estol e o formato das asas


As asas não estolam de uma só vez quando perdem sustentação. Ao invés disso, o fluxo turbulento do ar vai percorrendo a asa, criando uma configuração em que partes da asa estão produzindo sustentação e apresentam um fluxo relativamente suave, enquanto outras áreas apresentam grande turbulência e não produzem sustentação.

Engenheiros aeronáuticos podem escolher o formato da asa, também chamado de "planform", de modo a produzir características de estol mais apropriadas à aeronave. A figura abaixo mostra seis formatos diferentes de planform e os padrões de progressão de estol associados a estes. Observe que o estol normalmente é produzido próximo ao bordo de fuga e se move para a frente. Em algumas planforms, o estol se inicia mais próximo à raíz da asa e se move para fora. Em outras, o estol tende a se iniciar na ponta das asas e se mover para dentro.

Via de regra, os fabricantes de aviões leves da aviação geral normalmente tentam projetar a asa de modo a permitir que os ailerons continuem efetivos durante o estol da asa. Isso resulta em autoridade de controle durante os estóis. Como é sabido pelos pilotos, o uso dos ailerons deve ser evitado durante os estóis, e a rolagem deve ser controlada por meio dos pedais a fim de manter as asas niveladas.

[o texto acima foi traduzido e adaptado do livro Flight Maneuvers, de Michael C. Love]

NOTA: Não é apenas a planform da asa, ou seu desenho quando vista por cima, que determina as características de estol. Outras características colaboram para determinar como se dará o descolamento de ar sobre a asa. Em particular, podemos citar o perfil aerodinâmico utilizado (a vista da asa se ela for "cortada" paralelamente à fuselagem do avião), e também variações de ângulo de incidência ao longo da asa, ou seja, uma torção da asa (assim como na pá de uma hélice). Este recurso faz com que o ângulo de ataque na ponta da asa seja diferente do ângulo de ataque na raiz, resultando em diferentes tendências a estolar em uma determinada condição.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O melhor manual de qualidade de vôo que encontrei até o momento

Há um livro muito bom, do Stinton. Há também a incrível coleção técnica do Roskam. Mas encontrei um material agora, via Google, que é realmente impressionante pela mistura de abrangência e profundidade de tópicos com caráter didático (o material tem aspecto de apostilas de um curso).

Os links para os diversos capítulos estão abaixo:

Chapter 1 - Introduction
Chapter 2 - Stalls
Chapter 3 - Spins
Chapter 4 - Longitudinal Flying Qualities
Chapter 5 - Directional Flying Qualities
Chapter 6 - Asymmetric Power
Chapter 7 - Transonic/Supersonic Flying Qualities

Não sei se há mais material disponível, afinal eu encontrei o capítulo 5 e encontrei os demais alterando manualmente o número do link, na linha de endereço do browser. Caso alguém descubra mais sobre este material, favor avisar! Bons estudos.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A vida de um gringo na aviação geral

Um excelente blog, que você pode acompanhar aqui.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

É oficial

Sou Piloto Privado.

Devo isso a muitas pessoas, em especial aos amigos John e Lourdes Bradfield, que me acolheram de braços abertos em uma fase importantíssima da minha vida e me ensinaram a importância de perseguir meus sonhos.

sábado, 10 de setembro de 2011

Assalto em Amarais

Aqui está o link.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Será que ainda sei voar?

Fiquei sem voar por 47 dias por causa de ambas as aeronaves em manutenção. Quando soube que uma aeronave AB-115 pararia para TBO antes da outra voltar a voar, aceitei que iria ficar um tempo sem voar. Essa abstinência forçada de vôos, levou-me à ir todo fim de semana ao aeroclube. Mesmo que para não voar, mas ficar sempre perto do ambiente da aviação, na busca de saciar o desejo louco de voar.

Meu retorno aos vôos foi no último dia 3. O Aeroboero, com manutenção completa mas ainda não totalmente pintado voltou aos céus. Eu, não tendo certeza se ainda sabia voar, fui para tentar, mais uma vez, melhorar minha performance em emergências simuladas fora do aeródromo e então prosseguir a próxima fase do curso: TGL (ou toques e arremetidas). Após uma breve conversa com o instrutor, avião checado e abastecido, entrei mais uma vez na aeronave argentina. Após a decolagem, rumamos para o setor ECHO da REPLAN, onde foram realizados estóis (com e sem motor), algumas curvas e as panes. Nelas meu julgamento melhorou, e na maioria das vezes, conseguiria chegar no local planejado. Rumando de volta ao aeródromo, fui surpreendido por uma nova manobra: Aproximação 360° na Vertical. Estávamos a 1300ft AGL (Above Ground Level), sobre a pista 16, quando foi declarada uma pane simulada. O objetivo era realizar uma curva, interceptando a perna do vento e prosseguir para o pouso, sempre julgando a altitude e a rampa de descida. Foi meio complicado, e com auxilio consegui chegar corretamente. Acabou o primeiro vôo desse final de semana.

Sim. Neste final de semana haviam dois vôos marcados, coisa que não costumo fazer, mas acabou acontecendo para compensar a falta de vôos do último mês. O outro vôo era para o dia seguinte, às 10 horas da manhã.

No domingo, cheguei no aeroclube e procurei meu instrutor, que logo me avisou, o qual me avisou antes do início do vôo: "Estamos com vento de través, com algumas rajadas. Vamos tentar alguns toques e arremetidas, mas caso a situação esteja muito ruim, vamos abortar para você não ficar gastando hora a toa."

Sabendo da situação, prosseguimos para a pista 34. Alinhado, iniciamos rolagem com correção para o vento, livrando o solo a 70 mph. Primeira tentativa de pouso: o instrutor levou e eu fui acompanhando. Segunda tentativa: Lá fui eu, controlando a aeronave sobre efeito dos ventos. Pedal contrário, asa para o vento. No arredondamento porém, a aeronave flutuou, e precisou de interferência do INVA para não pousar com uma pancada. Na terceira tentativa, fortes ventos de rajada levavam o avião a "bater as asas", tornando difícil a tarefa de manter o eixo. Nesse momento, o instrutor decidiu abortar. No solo, ele me explicou, e eu concordei com ele: por mais que fosse possível voar naqueles ventos, o quanto realmente eu, no meu primeiro vôo de TGL , iria aproveitar? Parece que fica para uma próxima vez, que já tem data marcada, no próximo fim de semana...