sexta-feira, 11 de junho de 2010

Muitos aplicativos disponíveis


Há um bom número de códigos, executáveis e códigos fonte, disponíveis na página Software for Aerodynamics and Aircraft Design

A lista de itens disponíveis é extensa:
Aerocal Pak #1
stand alone NACA 1135*
Standard atmosphere
Nicolai's sizing program(s)*
Takeoff Distance Calculation*
Simple Lifting Line Theory*

INDUCED DRAG
Induced Drag for a single planar wing*
Induced Drag for nonplanar lifting systems*
Induced Drag for simple nonplanar lifting systems, with camber line design*


AIRFOIL AERODYNAMICS
Vortex lattice design to find the 2D camber line for a given chordload*
Subsonic Airfoil Analysis and Design: XFOIL 6.9
Subsonic Airfoil Analysis and Design: Pablo
Subsonic Airfoil Analysis and Design: JavaFoil

Transonic airfoil analysis: TSFOIL2*

STABILITY AND CONTROL
Control Power Assessment*
Lateral/Directional estimates and Engine Out*
DigitalDATCOM stability and control estimation (sample input files only)
Single engine minimum control speed

Airfoil generation: NACA 4&5 Series*
Airfoil generation: NACA 6&6A Series*
Planform Analysis

PROPULSION
Landing Gear Integration
Skin Friction/Form Factor Drag*
Vortex Lattice Methods

Vortex lattice analysis and design: VLMpc*
Vortex lattice analysis and design: VLM 4.997 (manual only)
Vortex lattice analysis code in MATLAB: Tornado
An extended vortex lattice code from Prof. Drela at MIT and Harold Youngren: AVL

SUPERSONIC AERODYNAMICS
Supersonic aerodynamics of arrow wings*
Minimum drag and area distribution*
Harris Wave Drag computation (manual and data sets only)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

" ... and liftoff of Space Shuttle Endeavour! "

Esta frase foi ouvida novamente na última segunda-feira (08/02/10), dando início à missão STS-130 da NASA rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês).


Assisti à uma parte do processo de preparação para o lançamento do Endeavour através do link da NASA TV, por onde tenho acompanhado, sempre que o horário permite, operações de vôos da NASA. Fica a sugestão para as 4 últimas missões dos ônibus espaciais antes de sua aposentadoria (STS-131 a STS-134).

Além disto o site da NASA oferece um vasto material sobre a tecnologia envolvida na construção e operação das missões espaciais dos "orbiters". Veja através deste link.

Inclusive, uma das séries de aulas disponíveis no canal do MIT no Youtube, tem como tema o projeto destes ônibus, digamos, especiais. Trata-se da Disciplina MIT 16.885J Aircraft Systems Engineering, lecionada no outono de 2005. O link para a primeira das 22 aulas é este, e mais informações sobre esta Disciplina, além de material de apoio e links para todas as outras aulas, pode ser encontrado aqui.

Para quem nunca acompanhou uma operação destas ao vivo, com todas as suas preparações, pode se programar para ver o pouso da Endeavour que ocorrerá na próxima madrugada de sábado para domingo (20-21/02). Como muitas vezes os pousos são postergados devido ao mau tempo, sempre confira a programação detalhada e atualizada aqui.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sugestões do Dr. Jan Roskam

Lendo alguns volumes da obra "Airplane Design" do Dr. Jan Roskam, renomado engenheiro aeronáutico e escritor de livros sobre este tema, caí por acaso na seção "Acknowledgement". Veja o que ele diz:


Fiquei curioso e fui procurar por estas revistas. Todas elas continuam a existir, no entanto, a grande maioria tem suas versões impressas (razoavelmente caras para um leitor no Brasil) e pouca informação pode ser obtida através da Internet. Destaque para a Journal of Aircraft.

Mas há uma exceção, a Flight International. Seu site contém um vasto conteúdo para leitura, inclusive arquivos históricos, notícias atualizadíssimas e etc. Vale arquivá-la nos favoritos. O site chama-se Flight Global, mas é ela quem matém a revista.

A Aviation Week mantém alguns artigos completos da revista dentro do site, mas são poucos, principalmente se comparado à Flight International, citada acima.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Primeiro vôo do Boeing 787

Chegou em 2010 o que deveria ser o último post de 2009; atrasado como - mas não tanto quanto - o novo avião da Boeing, o 787 Dreamliner. No dia 15 de dezembro esta máquina que promete trazer mais conforto aos passageiros e uma eficiência jamais vista para as companhias aéreas, cruzou os céus do estado de Seattle, nos EUA.

Acumulados mais de 2 anos de atraso, ora por problemas de engenharia, ora por problemas com seus trabalhadores, este sucesso de vendas que registra 840 encomendas de 55 empresas aéreas, trouxe aos céus a maior quantidade de compósitos já empregada pelo homem em uma aeronave.

Como tradicionalmente ocorre na ocasião do primeiro vôo, centenas de trabalhadores da Boeing, que juntos, foram responsáveis pelo desenvolvimento do 787 acompanharam seu primeiro vôo. Realizado em uma manhã de tempo fechado, que fez com que a tripulação de teste encurtasse o vôo em mais de 2 horas, arrancou elogios dos pilotos.

Agora passará por uma maratona de ensaios em busca da certificação, processo que a Boeing pretende cumprir ao longo de 8 meses em um cronograma extremamente apertado. A expectativa é que a primeira aeronave seja entregue à All Nippon Airways no último quarter de 2010. Mais detalhes sobre este vôo podem ser encontrados no site especial da Boeing, aqui. Nos vídeos a seguir, um da decolagem e outro do pouso, é lindo de se ver a deflexão das asas. Resta saber se os passageiros sentados próximos à seção central gostarão de olhar através das janelas....

Feliz 2010!!!

A Reuters não permite a função "Embed" do vídeo da decolagem, então, segue o link do Youtube aqui.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Para o alto!


Para quem se interessa por espaçomodelismo, o site da spacetech fornece um vasto conjunto de informações e alguns cursos interessantes também. Infelizmente a maior parte do material técnico de referência não está gratuitamente disponível no site, embora trata-se de obras estrangeiras escaneadas (pirataria, portanto).

De qualquer modo, há atrações interessantíssimas no site, como o modelo do VLS brasileiro. Vale a pena também fussar nos pequenos motores pulso-jato.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cartas Aéreas Brasileiras

Há algum tempo o DECEA fez um trabalho maravilhoso ao disponibilizar uma ferramenta para quem precisa ter as cartas aéreas oficiais e atualizadas, reduzindo a carga de trabalho em Salas AIS, por exemplo. Além é claro, de fazer a alegria dos leigos em aviação!

Trata-se do AISWEB, cujo link é este aqui. Está tudo incluso, cartas ADC, PDC, ARC, SID, STAR, IAC, ERC, WAC (!!!!), Rotaer e etc....

Não é imediata a familiarização com o site, e para isto, este blog facilitou as coisas. Indexou cada link de cartas do site do AISWEB de forma fácil e rápida, permitindo encontrar os conteúdos mais facilmente. Basta clicar com o botão direito no link e escolher "Salvar Destino como...". Os nomes dos arquivos (quase sempre, em pdf) são sempre os mesmos no servidor do AISWEB, assim, você consegue ter as cartas atualizadas sem a alteração do link.

Fica a dica, e bons vôos!

domingo, 2 de agosto de 2009

Sistema de Navegação Inercial

As aeronaves, da mesma forma que acontece com navios, foguetes, precisam de instrumentos que permitam ao vôo ocorrer sem referências visuais com o solo. Esta necessidade surge tanto por questões meteorológicas como por questões da região de vôo, sobre oceanos por exemplo.

Para conseguir navegar em tais condições, o homem desenvolveu técnicas que foram evoluindo ao longo do tempo em facilidade, precisão e confiabilidade. Passando por técnicas baseadas na observação de astros, radionavegação (VOR, NDB) e satélite (GPS); a navegação inercial é utilizada até hoje.


Surgida inicialmente para equipar mísseis, este tipo de navegação consiste em medir certos parâmetros que ao serem submetidos a uma série de cálculos (simplificadamente, série de integrações), permitem obter a posição, velocidade, atitude, entre outras medidas importantes ao vôo.


Os parâmetros medidos são acelerações lineares nos três eixos da aeronave (por meio de acelerômetros) e velocidades angulares também nos três eixos (por meio de giroscópios). Para cada um dos seis graus de liberdade, computadores de bordo integram ao longo do tempo as acelerações ou velocidades medidas, obtendo parâmetros como a posição.


Qualquer pessoa que já lidou com tratamento de sinais, sabe a real dificuldade de tais operações descritas, principalmente quanto à maximização de erros inerentes às medidas. Como a idéia do Sistema de Navegação Inercial é obter as medidas tendo uma posição inicial (geralmente tomada no aeroporto de partida) e a partir de então, não ser mais necessária a intervenção de outro sistema de navegação, as medidas podem se tornam bastante imprecisas ao longo do tempo pelo acúmulo de erros.


Para contornar tal dificuldade, o Sistema de Navegação Inercial é acoplado a sistemas de navegação por satélite, como o GPS. Ao longo do tempo, os dados de posição inicial vão sendo realimentados com a posição obtida por GPS o que permite reduzir as margens de erro crescentes com os loops de integração.A seguir, uma imagem deste sistema no overhead de um Boeing 737. Link original da foto aqui.


A tecnologia envolvida em tais acelerômetros também é muito densa, e pode ser vista um pouco neste paper.

E esses acelerômetros não servem apenas para navegação. Este paper mostra como trabalhar com os dados obtidos para calcular dados referentes ao desempenho de aeronaves.

Este post surgiu da minha vontade de aprender um pouco sobre esse sistema de navegação que acho incrível. No entanto, ainda não encontrei fontes que mostrem o aspecto prático do uso deste tipo de navegação em aeronaves, que explique, por exemplo, como este sistema de navegação é integrado aos outros e utilizado durante um vôo. Se você conhece alguma fonte sobre isso, comente!